3 de cada 4 especialistas em cibersegurança temem um aumento de ataques cibernéticos a ‘nova normalidade’ o teletrabalho

Após a pandemia mundial do coronavírus, há coisas que chegaram para ficar. Uma delas, segundo apontam os especialistas, é a expansão do teletrabalho ou, ao menos, a implantação de uma solução mista que convine o formato presencial com o trabalho remoto.


no entanto, esse modelo também tem certos riscos e, como convém lavar as mãos e usar máscaras, no mundo real, para prevenir os vírus, no mundo digital é fundamental reforçar a cibersegurança se você não quer sofrer os efeitos secundários da COVID-19.

Check Point Software Technologies, um fornecedor global de soluções de segurança de TI, realizou uma pesquisa com 270 profissionais de segurança cibernética de todo o mundo e a resposta foi muito clara: 3 de cada 4 temem um aumento de ciberataques como consequência da nova modalidade mista de trabalho presencial e remoto, aproveitando-se os ciberdelicuentes da situação vulnerável das empresas. A mesma pesquisa afirma que 79% das empresas tem como principal prioridade reforçar os seus níveis de cibersegurança e prevenir ataques cibernéticos.

Se o têm como prioridade, significa que ainda não o tenham feito. Provavelmente devido a ‘precipitada’ entrada na quarentena que vivemos a maioria dos países e que obrigou milhares de empresas a lançar-se ao teletrabalho sem preparar de forma adequada os protocolos. Mas agora que sabemos por onde podem lançar as coisas, os especialistas insistem: há que se proteger.


“A pandemia desaparecerá, mais cedo ou mais tarde, mas seus ciberefectos não”, assim tajantes apresentaram a pesquisa os responsáveis da Check Point em Espanha e Portugal, Mario Garcia e Eusébio Neves.

Mais de 50% dos entrevistados aponta que os ataques direcionados para os equipamentos domésticos “são os que causam mais preocupação”. Não é a mesma dificuldade para atacar uma rede corporativa que um domicílio particular e isso é algo que os cibercriminosos têm tido muito em conta, de fato, se intensificaram os ataques até mesmo os dispositivos móveis de empregados.

Por isso, é fundamental usar o equipamento “que proporcione a empresa”, evitando o uso de “dispositivos não sancionadas ou não configurados” pela mesma, sublinham os responsáveis do estudo.

Outra das chaves é securizar as redes virtuais (VPN): 65% das empresas bloqueia o acesso à informação corporativa que ocorre em computadores que não trabalhavam dentro da VPN corporativa, mas ainda existe um grande percentual de negócios (35%) que não implementaram esse tipo de práticas de segurança.

Entre as vias mais utilizadas para os ataques destaca-se o phishing, muito usando a pandemia do coronavírus como gancho (55%). Além disso, a partir Check Point advertem que em 46% dos ataques que sofreram as empresas espanholas durante o último mês, o mail tem sido o vetor de ataque.

A pesquisa da Check Point indicam que apenas 29% as empresas pesquisadas têm vindo a implementar ferramentas de segurança dos equipamentos de trabalho pessoal, enquanto que 43% prevê adotar soluções de segurança móvel.

20MINUTOS.É – Tecnologia

3 de cada 4 especialistas em cibersegurança temem um aumento de ataques cibernéticos a ‘nova normalidade’ o teletrabalho
Source: português  
June 23, 2020


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